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segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Conhecendo as tradições (Ibérica) - Parte 3

Hoje trouxe uma pesquisa sobre a tradição Ibérica, coloquei ela sozinha pela história ser muito interessante, e o título está diferente se perceberam, pois essa tradição na minha opinião não é inteiramente wicca, leiam a história e entendam:


Bruxaria Ibérica

Uma bruxaria onde participam pessoas que habitam a região que compreende a penísula ibérica, principalmente Portugal e Espanha. Seus ancestrais adoravam os seus Deuses, com cultos diferenciados entre tribos e regiões; eles amavam e respeitavam os lugares e espíritos da natureza, colhiam e caçavam com bravura e respeito. 

No passado a Península Ibérica foi palco de influências de vários povos entre eles: os Fenícios, Cartagineses, Suevos, Visigodos, Celtas (daí o rótulo de Celtibero, palavra que representa mistura de povos Celtas e Ibéricos). As divindades nunca se mesclaram facilmente com as dos povos invasores. A adoração e o Ritual dos Deuses tem a ver com a Arte Antiga, hoje chamada por uns de "Tradicionalista" e claro, muito anterior à Wicca que vemos do autor Gardner e outros decorrentes. Além disso, é sabido o quanto Gerald Gardner percorreu por várias vezes a Espanha na busca do culto dos Antigos... e nunca os encontrou realmente, pois os grupos de bruxos conhecidos por Aquellares e Coevas (covens) são fechados e o que se fala para o exterior é cauteloso de acordo com as Leis Wiccans! 
O espírito religioso dos romanos baseava-se na importação dos Deuses das varias regiões conquistadas. Podemos citar a Grécia como exemplo disso. Todos os Deuses Gregos foram importados dando origem a Deuses Romanos de poder, influência e semântica similares. Os romanos também querendo absorver "os poderes das tribos" conquistadas, apropriavam-se dos nomes dos Deuses locais e os aplicavam conforme as conveniências em sua cultura, sem contudo nestes Deuses romanos recém criados existir o verdadeiro sentido mágico-religioso. 
Assim aconteceu com a nossa Deusa Atégina que após a romanização, virou Próserpina, nome deveras conhecido na mitologia romana mas, muito antes de Roma ser criada, os povos locais já conheciam a lenda da Descida da Deusa Atégina aos mundos interiores. Podemos notar também pela história que, cinco séculos antes de Roma, já haviam chegado à europa a cultura dos Gregos e dos Fenícios e, depois, dos Cartagineses que não forçaram os habitantes ibéricos com suas religiões, entretanto foram bastante influentes na passagem de segredos e mistérios aos Sábios tribais dos Santuários primitivos já existentes na Península Ibérica. A Tradição dos ibéricos tem uma ancestralidade reconhecida num vasto Panteão autônomo, quase livre de influências exteriores, e nos variadíssimos vestígios históricos, que cada vez mais surgirão à luz dos homens. 
Não poderíamos ficar allheios também da importância trazida pelas culturas Fenícia, Cretense e Grega e cuja cultura resplandecente causou assombro e respeito aos povos nativos ibéricos do litoral português com os cultos de Baal Merkart e de Tanith de Cartago cultuada no seu local em Nazaré. O Panteão Ibérico é rico e tribal. Os Deuses que compõem este panteão existem nas antigas regiões da Bética, da Lusitânia e da Calaecia, e entre várias Divindades, cultua-se: Endovélico - o Curador, Atégina - A Deusa Mãe, Trebaruna - A Guerreira e Protetora, Bônconcios - O Guerreiro, Tongoenabiagus - O Fertilizador, Tanira - A deusa das Artes, Nabica - A Ninfa das Florestas, Aernus - O senhor dos ventos do norte, Brigantés - a Deusa guerreira . (Esta divindade é resultante da influência dos povos do norte da Europa nas terras da Ibéria - A qual não têm nada a ver com Briga ou Brigit dos druidas e muito menos a ver com os seus cultos). Os feiticeiros Ibéricos não seguem os atuais calendários usados na Wicca, mas sim os calendários vivos que a própria Tradição os ditou através dos tempos. Nesta Tradição há 3 Celebrações anuais básicas: O nascimento, O Apogeu e o Rito aos Idos aonde visitamos o Rio do Esquecimento, para cultuar seus antepassados. Na Tradição Ibérica o culto é dirigido a uma só Deusa ou a um Deus e cada Divindade é adorada individualmente, salvo algumas exceções, não se aplicando a ritualística de Deusa e seu Consorte, tão difundida pela Wicca e não existe o conceito de deuses infernais, nem duos ou trindades de Deuses.

Conhecendo as tradições wicca - Parte 2

Wicca céltica:
 Uma Tradição muito telúrica, com enfoques na natureza, os elementos e elementais, algumas vezes fadas, plantas, etc. Muitas " Bruxas Verdes" (Green Witches) e Adeptos do Druidismo seguem este caminho, centrado no panteão Céltico antigo e em seus Deuses e Deusas. 

Tradicional Britânica:
 Uma Tradição com uma forte estrutura hierárquica e graus. Os Rituais estão centrados na Tradição Céltica e Gardneriana. 

Tradição Picta: 
É uma das manifestações da Bruxaria tipicamente escocesa. Na maioria das vezes é uma forma solitária da Arte. Seu enfoque prático é basicamente mágico e possui poucos elementos religiosos e filosóficos. 

Tradição Hecatina: 
Uma Tradição de Bruxos que buscam inspiração em Hécate e tentam reconstruir e modernizar os rituais antigos da adoração à esta Deusa. É algumas vezes chamadas de Tradição Caledoniana ou Caledonii. 

Tradição Teutônica ou Nórdica: 
Teutônicos são um grupo de pessoas que falam o norueguês, fosso, islandês, sueco, o inglês e outros dialetos europeus que são considerados "idiomas Germânicos". Um Bruxo teutônico acha freqüentemente inspiração nos mitos tradicionais e lendas, Deuses e Deusas das áreas onde estes dialetos se originaram. 


Tradição Familiar ou Hereditária: 
Um Bruxo que normalmente foi treinado por um ente familiar e/ou pode localizar sua história familiar em outro Bruxo ou Bruxos. Os Bruxos Hereditários, ou Genéticos como gosto de chamar, são pessoas que têm, ou supõem ter, uma ascendência Pagã (mãe, tia, avó são os alvos mais visados). A maioria dos Hereditários não aceitam a infiltração de outras pessoas fora de sua dinastia, porém algumas Tradições Familiares "adotam" alguns membros, escolhidos "à dedo" em seu segmento. 

Tradição Asatrú: 
Teve suas origens no Norte da Europa e é uma das facções das Tradições Teutônica e Nórdica. Esta Tradição é praticada hoje por aqueles que sentem uma ligação com os nórdicos e teutônicos e que desejam estudar a filosofia e religiosidade da antiga Escandinávia, através dos Eddas e Runas. Encoraja um senso de responsabilidade e crescimento espiritual, freqüentemente embasados nos conceitos atribuídos aos nobres guerreiros de tempos ancestrais. Tradição Algard: Uma americana iniciada nas Tradições Gardneriana e Alexandrina, chamada Mary Nesnick, fundou essa "nova" tradição que reúne ensinamentos de ambas tradições sob uma única insígnia.

Tradição Galesa de Gwyddonaid: 
Uma Tradição Galesa Céltica da Wicca, que adora panteão galês de Deuses e Deusas. Gwyddonaid, foi quem grosseiramente traduziu a ignóbil obra galesa "Árvore da Bruxa (Tree Witch)" e propagou esta forma de trabalhar magicamente.

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Conhecendo as tradições wicca - Parte 1



Na wicca não existe uma única tradição que diga ser a correta, pois a bruxaria tem passado por séculos de mudança e expandindo o conhecimento da magia, são como divisões internas em torno da história passada por vários lugares e tempo diferente.
Há aqueles que prefiram seguir uma única tradição, e outros que prefiram ser ecléticos, eu me identifico com a Britânica, porem não deixo de seguir poucos detalhes de outras, posso dizer que sou eclética apesar de ter uma preferencia.
Aqui vou postar um pouco de cada tradição retirado de pesquisas que fiz, em várias etapas, para que possam entender melhor.
illusionary | via Tumblr

Tradição Gardneriana:
Fundada por Gerald Gardner nos anos de 1950 na Inglaterra. Esta tradição contribuiu muito para Arte ser o que é hoje. A estrutura de muitos rituais e trabalhos mágicos em numerosas tradições é originária do trabalho de Gardner. Algumas das reivindicações históricas feitos pelo próprio Gardner e por algumas Bruxas Gardnerianas têm que ainda serem verificadas (e em alguns casos são fortemente contestadas), porém, esta Tradição apoiou muitas Bruxas modernas. Gerald B. Gardner é considerado "o avô" de toda a Neo-Wicca. Foi iniciado em um Coven de NewForest, na Inglaterra em 1939. Em 1951 a última das leis inglesas contra a Bruxaria foi banida (primeiramente devido à pressão de Espiritualistas) e Gardner publicou o famoso livro "Witchcraft Today", trazendo uma versão dos rituais e as tradições do Coven pelo qual foi iniciado. 
Gardnerianismo é uma tradição extremamente hierárquica. A Sacerdotisa e o Sacerdote governam Coven, e os princípios do amor e da confiança presidem. Os praticantes desta Tradição trabalham "Vestidos de Céu" (nus), além de manterem o esquema de Seita Secreta. Nos EUA e Inglaterra os Gardnerianos são chamados de "Snobs of the Craft" (Snobes da Arte), pois muitos deles acreditam que são os únicos descendentes diretos do Paganismo purista. Cada Coven Gardneriano é autônomo e é dirigido por uma Sacerdotisa, com a ajuda do Sacerdote, Senhores dos Quadrantes, Mensageiro, etc. Isto mantém o linhagem e cria um número de líderes e de professores experientes para o treinamento dos iniciados. A Bíblia Completa das Bruxas (The Witches Bible Complete) escrita por Janet e Stuart Farrar, como também muitos livros escritos por Doreen Valiente têm base nesta Tradição e na Tradição Alexandrina em muitos aspectos. 


Tradição Alexandrina: 
Uma Tradição popular que começou ao redor da Inglaterra em 1960 e foi fundada por Alex Sanders. A Tradição Alexandrina é muito semelhante à Gardneriana com algumas mudanças menores e emendas. Esta Tradição trabalha à maneira de Alex e Maxine Sanders, que diziam terem sido iniciados por sua avó em 1933. A maioria dos rituais são muito formais e embasados na Magia cerimonial. É também uma tradição polarizada, onde a Sacerdotisa representa o princípio feminino e o Sacerdote o princípio masculino. Os rituais sazonais, na maior parte são baseados na divisão do ano entre o Rei do Azevinho e o Rei do Carvalho e diversos dramas rituais tratam do tema do Deus da Morte/Ressurreição. Como na Tradição Gardneriana a Sacerdotisa é elevada autoridade máxima. Entretanto, os precursores para ambas as Tradições foram homens. Embora similar a Gardneriana, a Tradição Alexandrina tende a ser mais eclética e liberal. Algumas das regras estritas Gardnerianas, tais como a exigência do nudismo ritual, são opcionais. Alex Sanders intitulou-se a certa altura "Rei das Bruxas", considerando que o grande número de pessoas que tinha iniciado na sua tradição lhe dava esse direito. Nem os seus próprios discípulos o levaram muito a sério, e para a comunidade Pagã no geral esse título foi apenas motivo de troça, quando não de repúdio. Janet e Stewart Farrar são os mais famosos Bruxos que divulgaram largamente a Tradição Alexandrina em suas publicações. 


Tradição Georgina: 
Esta Tradição foi criada por George Patterson, que se auto intitulou como sendo um "Sumo Sacerdote Georgino". Quando começou o seu próprio Coven, chamou-o de Georgino, já que seu prenome era George. Se há uma palavra que melhor pode descrever a Tradição de George , seria "eclética". A Tradição Georgina é um composto de rituais Celtas, Alexandrinos, Gardnerianos e tradicionais. Mesmo que a maior parte do material fornecido aos estudantes sejam Alexandrinos, nunca houve um imperativo para seguir cegamente seu conteúdo. Os boletins de noticias publicados pelo fundador da Tradição estavam sempre cheio de contribuições dos povos de muitas outras Tradições. Parece que a intenção do Sr. Patterson era fornecer uma visão abrangente aos seus discípulos. 

sábado, 7 de dezembro de 2013

Ritual para ano novo



Happy new year!
Hoje vou sair um pouco do padrão de estudos e passar para vocês um lindo ritual com os elementos para o ano novo.
Queria muito poder faze-lo mas não irei passar o ano novo em casa, ou em algum lugar que possa ser feito.
Obs: pode fazer o ritual do elemento que preferir, não é necessário que faça todos.


TERRA 
Primeiro deves recolher de um parque ou jardim uma quantidade suficiente de terra para encher um vaso de barro, de meio quilo aproximadamente.Esse ritual deve ser realizado ao amanhecer ou na primeira hora do último dia do ano ou do primeiro do seguinte.Os ingredientes necessários são: Terra, sementes de uma planta que gostes, um vaso de barro, uma vela verde, uma vela marrom e uma música suave que te faça lembrar da primavera. Pode ser a Primavera de Vivaldi ou qualquer outra que te faça evocá-la.
No dia eleito para realizar o ritual, escreva em um papel branco uma lista de coisas que desejas conseguir no próximo ano. Agora sente em frente ao vaso de barro e as velas, tentando relaxar o máximo possível. Acenda primeiro a vela marrom, pensando nas coisas que queres que morram (nunca pense em causar dano à ninguém!) e depois a verde, pensando nas coisas que desejas que nasça ou cresçam. Coloque o papel com seus pedidos no fundo do vaso de barro e cobra-o com terra. Tudo que tens que fazer agora é pensar nas coisas novas que estão para chegar à tua vida e nas que não tens mais interesse, que queres que se vão. Quando terminares de colocar a terra, pegue as sementes e enterre-as, pensando no que estás semeando e o que brotará nos meses que estão para chegar. Quando terminares esse procedimento, dê graças aos elementos por estarem ao teu lado e peça força para o ano que se inicia. Deixe as velas arderem até se consumirem. Os restos desse ritual. enterre na terra do vaso de barro.


                                                                                 AR
Se moras em uma fazenda onde o vento é forte, este é o ritual que deves realizar. Este ritual deve ser realizado ao meio-dia do último dia do ano, ou ao meio-dia do primeiro dia do ano. Escolha um lugar solitário onde possas ficar tranquilo para realizá-lo. Para esse dia, vista uma túnica larga e solta que te dê a sensação de poder voar durante o ritual.Escreva em um papel tudo que desejas que o vento "arraste" ou leve embora nesse fim de ano, e outro com que queres que o vento te "traga" para o próximo ano.
Quando chegares ao local escolhido, de pé, inspire e expire profundamente, sentindo o vento percorrer teu corpo e deixando que passe através de ti. Depois trace um círculo imaginário ao teu redor e senta no meio do mesmo. Olhe para os quatro pontos cardeais e dê graças aos elementos, pedindo que permaneçam ao teu lado. Agora pegue na mão o papel das coisas que deseja que o vento leve e corte-os em pedacinhos, deixando-os que voem ao sabor do vento. Faço o mesmo com os pedidos das coisas novas, semeando teus desejos aos ventos. Quando terminar, dê graças ao ventos e aos elementos que permaneceram ao teu lado. Depois mentalmente desfaça o círculo imaginário que criou e volte para casa.

FOGO
Se te identificas com este elemento, ou seja o elemento regente de teu signo, este é o teu ritual. Escolha um local em sua casa ou no exterior onde não haja perigo de incêndio. Deves realizá-lo no meio da tarde, quando o sol estiver bem forte. Prepare um recipiente de metal ou de barro onde possas colocar azeite. Os materiais necessários serão: azeite de oliva, uma vela amarela e outra vermelha, e um recipiente de metal (pode ser um caldeirão ou panela) um pavio ou mecha de pano. Colo que as velas uma de cada lado.
Auras & Illusions | via TumblrOlhe para o sol e dê graças ao elemento fogo que contêm por estar ao teu lado. Acenda primeiro a vela vermelha, pensando nas coisas que desejas que o fogo "devore" com o ano velho, e depois acenda a vela amarela pensando nas coisas que queres que dê vida o fogo do ano novo. Em seguida escreva num papel o que queres que se vá, e em outro, o que desejas que chegue com o novo ano que se inicia. Dobre o primeiro papel e queima-o no fogo central, na mecha ou pavio, que acenderás nesse momento com a vela vermelha. Enquanto queima, pense no que queres limpar de tua vida. Quando já tiver queimado, apague a mecha que arde no azeite. Procure não soprá-la, mas apagá-la com os dedos úmidos. Agora acenda-a de novo com a vela amarela. Queime com ela o papel onde escrevestes o que deseja que nasça no ano novo ou que queiras que o fogo fortaleça. Quando tiver terminado, deixe que as velas se consumam e dê graças ao elemento por estar ao seu lado. Deixe que o azeite se consuma até o final. Todos os restos deste ritual, incluindo o azeite deve ser enterrado.

ÁGUA
Esse ritual deve ser realizado por todo aquele que possua um rio, um lago ou mar por perto. É feito como o anterior, no dia do Ano Velho ou no Ano Novo, porém a hora não é ao amanhecer, mas sim ao pôr-do-sol. Recolha água do local que você escolheu e leve até tua casa para fazer o ritual. Se puderes recolha, próximo à água, pedras escuras e outras claras (de preferência brancas). Vais necessitar também de uma tigela ou recipiente de cristal ou vidro transparente, uma vela azul, uma vela branca, música suave com sons do mar, da água ou das ondas.

No dia que vais realizar o ritual, antes que o sol se ponha, escolha um lugar tranquilo para realizá-lo e sente-se. Acenda primeiro a vela azul, pensando em tudo que não desejas mais ter em tua vida e que queres que vá 
embora. Depois acenda a vela branca pensando em tudo de novo que desejas que chegue para ti. Depois coloque a água no recipiente de cristal, até a metade aproximadamente e escreva em um papel tudo que desejas que a água "dissolva", colocando em seguida o papel dentro da água. Por cima coloque as pedras escuras. Em seguida, escreva em outro papel tudo que queres que seja "alimentado" pela água no próximo ano, ou que queiras que nasça ou cresça. Coloque o papel na água e cubra com as pedras branca. Para finalizar dê graças aos elementos por estarem ao teu lado e deixe que as velas se consumam. Tudo que sobrar deste ritual deve ser colocado no local de onde vieram, ou seja na água (rio, lago ou mar).


A Antiga Fé


Bruxaria é uma forma uma religiosidade surgida antes do domínio cristão na Europa. Era chamada de a "Antiga Fé", praticada pelo pagãos (o significado original dessa palavra é aqueles que viviam no campo) com o objetivo de fazer prosperar as colheitas. Portanto tinham celebrações sazonais , baseadas nas estações e ciclos naturais, veneravam uma Deusa, associada à fertilidade, aos mistérios, ao milagre da criação e um Deus selvagem, patrono da caça, senhor das florestas e animais. Assim sendo, durante a Primavera e o Verão reinava a Deusa, a agricultura era a base do sustento do povo nesse período. No Outono e na Primavera a Deusa declinava e o Deus era o centro dos festejos, para que obtivessem sucesso nas caças. (Essas celebrações deram origem à Roda do Ano, que faz parte da Bruxaria moderna.) Nesse contexto, a magia era naturalmente empregada para trazer chuvas ou fazer o sol brilhar, dependendo da necessidade. Também era direcionada para a cura de enfermidades e ferimentos, muitas vezes com o auxílio de ervas.
Os povos da Antiga Fé tinham Sacerdotes e Sacerdotisas (estas tinham uma posição muito mais importante) para canalizarem o poder dos deuses, e a estrutura religiosa era como uma irmandade, havia ritos de iniciação e segredos. Como a Natureza era o centro de sua crença, observavam que tudo ocorria em ciclos, e como tal, o ser humano também seguiria este ritmo contínuo. Isto caracterizou a crença em reencarnação, necessária para o aperfeiçoamento espiritual, até quando pudessem se reunir aos deuses.
Além do casal divino, cada aspecto da natureza também era reverenciado, como o Trovão, a Lua, o Sol, etc. Ou seja, a Bruxaria era uma religião politeísta, e ainda é, mas hoje compreendemos que os diferentes deuses e deusas nada mais são do que aspectos (arquétipos) do Deus e da Deusa Primordiais, e estes também são emanações de polaridades distintas do Princípio Criador.
Quando o Cristianismo (Igreja Católica) dominou a Europa (na Idade Média), a Bruxaria foi quase extinta, já que era considerada uma prática herética e todos os seus adeptos eram perseguidos, torturados e mortos sumariamente, em torno de 50 mil pessoas foram assassinadas (75% eram mulheres),muitas nem eram pagãs, mas por falta de investigação, até cristãos considerados suspeitos foram mortos. No entanto, camponeses do interior continuaram secretamente a seguir os antigos deuses de fertilidade e amor, estes que eram taxados de demônios pervertidos pelos padres da época. Nunca houve um Diabo na Bruxaria, esse mito surgiu pela interpretação errada e preconceituosa do Deus Cornífero, que era representado com chifres e patas de bode.
Na Idade Moderna a Bruxaria estava quase extinta, e embora a perseguição estivesse oficialmente terminada, os remanescentes da Antiga Fé guardavam segredo absoluto de suas crenças e práticas, iam à Igreja e faziam papel de bons cristãos.
Só no meio do século XX, através de Gerald Gardner, a Bruxaria floresceu na forma da Wicca, que incorporava deuses de panteões variados, mas mantendo os cultos de fertilidade e a relação íntima com a Natureza.
Já no século XXI, a Bruxaria é bem aceita pela sociedade moderna (é claro que existe preconceito, mas a lei garante a liberdade religiosa), existem várias vertentes e Tradições e milhares de bruxos por todo o mundo, que comumente usam símbolos para se reconheceram, entre eles o pentagrama é o mais conhecido. A Magia tem um papel mais importante e bem mais amplo.



Atualmente, além da Bruxaria Tradicional e a Wicca, remanescem as religiões pagãs do Druidismo e Xamanismo.

Recado de uma Bruxa

Fuçando pela internet, achei essa carta que me identifiquei muito, já tinha lido ela umas três vezes e achei que poderia compartilhar com vocês, pois reflete a bruxa contemporânea,  não sei o autor, pois não á nomes, nem créditos, espero que gostem.


"Eu sou uma bruxa. Não trabalho para o demônio, não estou interessada no Satã. Satã foi inventado pelos cristãos. Satanismo é uma forma de cristianismo. Eu não sou um cristão.
Eu não vou a igreja aos domingos. Eu não temo ir para o inferno porque eu acredito no inferno tanto quanto acredito no Satã.
Eu acredito em reencarnação; que voltarei para este mundo ou outro, e viverei outra vida.
Eu não sou má. Dizer as pessoas que eu sou uma “boa bruxa” ou perguntar me se sou uma boa bruxa implica que há más bruxas. Há pessoas más no mundo , e há pessoas que escolhem usar com as forças da natureza no propósito para fazer mal aos outros; essas pessoas não são bruxas. A lei principal da bruxa é “Faça o que quiseres sem a ninguém prejudicar”.
Por favor não me pergunte sobre sacrifício de gatos ou profanação igrejas. Eu amo meus gatos. E eu não vou a igrejas e sinagogas a menos que um amigo de outra religião me convide para uma ocasião especial. E se tenho que entrar numa igreja, eu não vou sofrer um “ataque divino”. E se um cristão, ou um Judeu, ou um budista vem a um ritual pagão, nossos deuses não atacarão até morrer. Não é isso algo a se pensar?
Vestir um pentáculo não é diferente que vestir uma cruz, crucifixo ou uma estrela de Davi. Se você quer que eu retire o símbolo da minha religião (e Wicca é uma religião, protegida pela mesma Primeira Emenda dos Direitos como outras religiões.) por que é ofensivo, você precisa fazer com que cada um de cada religião o faça também. Os cinco pontos da estrela simbolizam os cinco elementos: Terra, Ar, Fogo e Água, e o quinto ponto é o Espírito. Circundado pelo Mundo. Como que pode ofender, não dá para imaginar. Uma imagem de um torturado, um homem agonizando é mais ofensiva, e mesmo assim, milhares de pessoas usam crucifixos todo dia.
Também, não me pergunte se eu estou num coven com aquele jeito horripilante, meio aquele tom de voz “fascinada”. Se eu quero falar sobre meu coven, eu irei, educadamente. Se sou um praticante solitário, eu não tenho coven para discutir.
Em qualquer caso, em nossos rituais temos velas, comida, bebida, poesias, dança…sim, há uma faca, mas ela só corta o ar, e não carne de alguém.
Eu não bebo sangue. Não sou a mesma coisa que vampiro. Eu visto preto porque isso mantém a negatividade fora e porque fica melhor em mim que laranja e bolinhas roxo/púrpura.
Se você quer me perguntar algo relacionado a minha religião, pergunte-me quando a próxima lua cheia vai chegar. Ou melhor, quando a próxima lua azul vai chegar. Ou pergunte o que a lua azul. E Pergunte-me sobre ervas. Cristais. Curas. As vezes me pedem para fazer uma poção do amor. Mas eu não lanço feitiços em outras pessoas e não lançarei um feitiço em você para ficar linda, magra, mais atraente . E eu não vou lançar um feitiço no seu “desejado” para fazer ele te amar . Acredite-me, você não quer isso. Isso é forma de manipulação , mandar em alguém , infringe na sua liberdade. Não é bom para ninguém.
E também não vou lançar um feitiço para alguém parar de fazer algo contigo. Magia funciona como uma co-criação. Uma bruxa funciona com energia universal, com os deuses, “inclinando” a máquina de probabilidade para algo.
Precisa de dinheiro? Não tente enfeitiçar seu chefe a dar um aumento. Simplesmente peça ao Universo que aumente os “fluidos” de abundância e prosperidade em sua direção . Isso não afeta ninguém.
Última coisa; dar-me um livro sobre a inquisição é como dar um livro sobre o Holocausto a um judeu. Não é engraçado, é rude.
Por favor não tente me deixar envergonhada com o que faço ou o que sou. Por favor não tente me converter ou me “salvar”. Não atire água benta em mim.
Não me deixe “santinhos” sobre minha mesa ou pára-brisa. Eu não necessito ser salva.
Nós somos orgulhosas pelo fato de não precisarmos recrutar pessoas para serem bruxas. Nós simplesmente somos, e todos a nossa volta nos verão como pensamos, como agimos, na nossa paz interior, e só quando uma pessoa diz “como faço para me tornar um bruxa?” nós fazemos ela adentrar conosco.
Eu nunca irei deixar uma propaganda da religião com alguém. Eu não tenho uma propaganda, a não ser que considere esta carta como uma. E eu não estou interessada em convertê-lo. Eu só peço a você que me compreenda. E se não quiser me compreender, apenas me deixe sozinha.
Abençoados sejam,
Uma bruxa"

Litha - Solstício de verão

Os ritos Litha dos antigos eram barulhentas festas comuns com danças, canções de verão, contação de histórias, pompa e uma fogueira no meio da aldeia e tochas acesas durante procissões pelas aldeias depois de escurecer. As pessoas acreditavam que o Litha através do elemento fogo preponderante possuía grande poder, e que a prosperidade e proteção para si mesmo e do clã contra incendios e outros males podia ser conquistada apenas por saltar sobre a fogueira do Litha. Também era comum casais juntarem as mãos e saltarem sobre as brasas do fogo três vezes para assegurar um casamento longo e feliz, prosperidade financeira e muitas crianças. Mesmo as brasas da fogueira carbonizados possuíam poderes protetores - eles eram amuletos contra lesões e tempo ruim na época da colheita, e brasas eram comumente colocados em volta dos campos de trigo e pomares para proteger as colheitas e garantir uma colheita abundante. Outros costumes do litha incluíam carregar uma brasa da fogueira de Litha pra casa e colocá-lo em espécie de ninho feito com bétula, funcho, erva de S. João, erva-pinheira, e lírios brancos para a benção e proteção do lar.