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quinta-feira, 12 de junho de 2014

Voltei + Novidades

Untitled                                    
Já estava louca querendo voltar pro meu blog, cheia de novidades e estudos para compartilhar com vocês ! 

Disse que ia ficar meses parada, mas quem disse que consegui ? A magia está por todos os lados e isso me atrai muito. Finalmente consegui um emprego em que eu possa ficar por um bom tempo, e conseguir fazer todas as coisas que gosto.  Enquanto eu estava ausente aqui no blog, eu criei um outro blog mais pessoal, o Geek Insana.
Faz algumas semanas que comecei ler alguns livros, e o meu preferido tem sido o Wicca para todos do autor Claudiney Prietro. Quando eu terminar de ler vou fazer uma resenha somente á ele, muitas coisas que contem nele podem ser praticadas por iniciantes. 
Hoje é dia dos namorados, e venho trazer um poema dedicado á Afrodite que vi na pagina da Patricia Fox. Dedico também a uma pessoa especial que vive falando que sou a essência pura de Afrodite, fico até lisonjeada de escutar isso ♥ 


 Com sutileza e prazer,
Tu percorres o meu corpo e alma,
Adocicando cada pedaço de mim
Com o Teu mel, que é o mais puro,
Pois vem das melissas abençoadas.
Teu toque é o mais suave, 
pois Tuas mãos são feitas de plumas.
Teu olhar é o mais brilhante, 
pois Tua visão é o raio do Sol.
Teu aroma é o mais perfeito, 
pois é Rosa desabrochando no dia
e Jasmim que se abre nas noites.

E as portas do meu coração
Não têm trancas para Ti, 
Pois não há nesse mundo couraças
que resistam às Tuas Divinas Graças!

Ave, Estrela da Manhã
Ave, Dourada da Tarde
Ave, Senhora das apaixonadas noites
Onde vida, desejo e beleza
Se entrelaçam para criar e fazer crescer."

Autora: P.Fox 

Bjus, voltarei em breve .

sexta-feira, 28 de março de 2014

Ausência no blog + pausa nos estudos magicos

           Untitled | via Tumblr



O blog vai ficar parado por alguns meses, isso mesmo MESES. 
Estou em uma fase de mudanças na minha vida, que será importante para o meu futuro, não posso mentir, sou uma pessoa muito ambiciosa, gosto de correr atrás das coisas que realmente quero.
E por incrível que pareça consegui o que mais queria, depois de passar esses últimos meses fazendo provas e correndo atrás de uma boa faculdade consegui uma bolça integral, as vezes eu penso que ano passado perdi tanto tempo saindo nos finais de semana em vez de ficar em casa estudando oque aprendia no cursinho, mas mesmo assim consegui, e não me arrependo de nada que tenha feito antes, realmente são com nossos erros que aprendemos fazer as escolhas certas. Começo as aulas em agosto, e por isso preciso de um preparo tanto financeiro (achar um emprego, pois por causa do horário da facul tive que sair do que eu tinha conseguido) como psicológico, não terei tempo para continuar os estudos mágicos como antes, mas vou tentar passar por aqui e deixar algo que tenho lido ou até mesmo escrito por min, mas não toda semana. 

Good Vibes para todos. Até a próxima ! 
-Bonny

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Lammas | Festival da colheita - 2 de Fevereiro


Conhecido como Lughnasadh, Véspera de Agosto e Primeiro Festival da Colheita, o festival Lammas é o Festival da Colheita. Neste festival (que marca o início da estação da colheita e é dedicado ao pão), os pagãos agradecem aos deuses pela colheita com várias oferendas às deidades para assegurar a continuação da fertilidade da terra, e honram o aspecto da fertilidade da união sagrada da Deusa e do Deus.
Lammas era originalmente celebrado pelos antigos sacerdotes druidas como o festival de Lughnasadh. Neste dia sagrado, eles realizavam rituais de proteção e homenageavam Lugh, o deus celta do sol. Em outras culturas pré-cristãs, Lammas era celebrado como o festival dos grãos e o dia para cultuar a morte do Rei Sagrado.
A confecção de bonecas de milho (pequenas figuras feitas com palha trançada) é um antigo costume pagão ainda realizado como parte do ritual de Lammas. As bonecas são colocadas no altar do festival para simbolizar a Deusa Mãe da colheita. É costume, em cada Lammas, fazer (ou comprar) uma nova boneca de milho e queimar a anterior (do ano passado) para dar boa sorte.

Lughnasadh é também conhecido como Lammas (Lê-se "lamas") ou Festival da Primeira Colheita. Dia sagrado no paganismo. Celebrado no dia 2 de Fevereiro no hemisfério Sul e no dia 1 de Agosto no hemisfério Norte.
Lughnasad= pronuncia-se Lunasá.
Lammas= pronuncia-se Lamas.

Esse festival, que ocorre entre o Solstício de Verão (Litha) e o Equinócio de Outono (Mabon), marca o fim do Verão e o início da época da colheita, uma época de agradecimento aos Deuses por tudo o que colhemos. Agradece-se ao que foi bom e também ao que pareceu menos bom, pois na religião Wicca e no Druidismo, crê-se que tudo o que acontece na vida faz parte da evolução de cada um.
O nome Lughnasadh veio duma festa agrícola típica dos Celtas. Uma festa da colheita em honra ao deus celta do Sol: Lugh (o maior guerreiro entre os celtas, pois derrotou os gigantes que exigiam sacrifícios humanos).
Já o nome Lammas significa "A Massa de Lugh", que representa o alimento (geralmente pão ou bolo ou qualquer outra massa) feito com os grãos, que representam a colheita, e repartido (como alimento sagrado) entre os membros do grupo ou da família ou mesmo entre amigos.


Oque usar e fazer em Lammas


Cores – marrom, laranja, vermelho e amarelo

Deuses – das colheitas e dos grãos
Ervas – flor de trevo, verbena, arroz, alho, trigo, murta, cebola, manjericão, calêndula, confrei e hera. 
Pedras – olho-de-gato, citrino, aventurina, rodocrosita
fazer pão de Lammas
Fazer velas para honrar a Deusa e o Deus
Coletar água da chuva para uso de feitiços e potencializar objetos mágicos
Criar e enterrar uma garrafa de bruxa
Fazer uma boneca de milho e guardar para o próximo imbolc
Fazer uma roda de milho
Lembre-se – A Boneca de milho que você fará agora será vestida e colocada na cama da noiva em Imbolc.
Comidas e bebidas – ervas frescas, frutas e vegetais, pão de milho, amoras pretas, tortas, sidra, vinho de pétalas de rosas.





quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

O melhor amigo do iniciante: O livro das sombras

                              manifesting | via Tumblr


O Livro das sombras é um diário magico, onde você escreve todas as suas práticas, e conhecimentos.
Nele você pode escrever sobre rituais, celebrações, os seus sonhos e oque refletiu sobre eles, feitiços e receitas !
O significado do nome "Livro das sombras" ou "Book of Shadowns", é sombras que não devem ser remetidas ás trevas, ou seja, um livro que contém segredos e só você pode lê.
Na folha de rosto é recomendável que tenha uma apresentação do seu livro, um poema, oração ou até mesmo um desenho, no meu fiz um desenho com a frase "Faça oque quiser desde que não faça mal á nada nem a ninguém", você também pode dedicar seu livro á  algum deus/deusa.
Muitas bruxas passam seus livros em geração, como visto na série "charmed", onde este livro é passado para todas as mulheres e homens da família que tenha  o dom da magia.
Você pode começar com um livro simples, um caderno qualquer que tenha em sua casa, ou pode personaliza-lo com símbolos na capa, folhas decoradas ou em papel de aparência antiga.
O meu livro é feito em um fichário, mas por ter um tamanho muito grande, decidi fazer um novo, personalizado á mão.
Em busca de como poder faze-lo eu mesma, encontrei vários tutoriais no youtube, como estes aqui (ative as legendas para que possa entender melhor) :
o primeiro mostra como fazer as folhas "antigas".


o segundo já mostra como costurar as paginas (nesse canal tem vários tipos de livros para aprender fazer,mas esse foi o que mais gostei) :

Já estou á procura dos materiais e pensando na decoração do meu !
Inspiração:
 art, beautiful, black, black and white, blonde - inspiring picture on Favim.comnotebooks | via Tumblr
             MorgondaggWiccan Beliefs & Theology - Paganism - Zimbio

-Bonny

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Magia Natural

Новости
A magia natural é direta e objetiva. Apesar de tudo o que possa ter ouvido, a magia não é algo sobrenatural, não natural ou mesmo alienígena. Ela está em nossos próprios quintais, em nossas casas; na própria essência de nossos seres. As forças da Natureza dão poderes à magia – e não aos demônios, "Satã" ou anjos caídos. Um dos maiores mistérios da magia é que não há mistérios. Pelo contrário, eles estão constantemente se revelando ao nosso redor. O estudo de um simples botão de rosa, de uma folha de grama ou do sopro do vento por meio das folhas de uma árvore revelará tanto quanto, senão mais, sobre a verdadeira natureza da magia do que uma centena de empoeirados tomos renascentistas. A Natureza é o universo em si. Não apenas seus poderes, mas também suas manifestações. Algumas dessas manifestações, como os espelhos, são artificialmente produzidas, mas estão ligadas e conectadas aos poderes da Natureza por intermédio de seu simbolismo. Em nossa era cada vez mais automatizada, muitas pessoas se encontram isoladas do planeta que sustenta e mantém nossas próprias vidas. A verdadeira dependência que temos da Terra está esquecida. Muitos estão rompendo suas conexões com a Terra. Como resultado, este é um período de grande agitação, tanto nos planos individuais como no global. A magia da Terra pode ajudar a descobrir, trabalhar e resolver muitas das pequenas crises e problemas que nos afligem atualmente enquanto indivíduos. Certamente não é uma solução simples para os problemas do mundo, mas pode trazer ordem a nossas vidas, e isso já é um bom começo. Segundo o pensamento da magia, o corpo humano é o "microcosmo" (pequena representação) da Terra, que seria o "macrocosmo". A Terra é também o microcosmo do Universo. Em outras palavras, somos representações da essência do planeta e, por conseqüência, do Universo. Assim sendo, ao mudarmos a nós mesmos, mudamos a Terra e o Universo. A magia é útil quando traz tais mudanças a nossas vidas e, dessa forma, à própria Terra, e tais mudanças devem ser positivas. O objetivo de toda magia, trilhas ocultas e religiões místicas é a perfeição do ser. Embora isto possa não ser obtido em uma vida, é perfeitamente possível que melhoremos a nós mesmos. Este ato singular já faz com que a Terra se torne muito mais saudável.Se praticar qualquer magia, seja ao desenhar um coração na areia, contemplar um espelho para antever o futuro, seja para atar um nó para auxiliar um amigo com problemas, tenha em mente os mais elevados aspectos de seus trabalhos. Você está melhorando o mundo e ajudando a curá-lo das terríveis mazelas que sofreu por nossas mãos. É isso que torna o praticante da magia natural verdadeiramente divino.

- Scott Cunningham 

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Prática mágica e um pouco sobre min...

Vocês devem pensar que sou uma devoradora de textos e livros, até agora só postei teorias e pesquisas, e vocês devem estar se perguntando se não pratico a magia, pois então, vou explicar para vocês.
Antes de tudo eu sou uma iniciante, conheci a wicca há uns 4 anos, eu sabia o básico, depois de um tempo eu vinha estudando sozinha por sites e com a ajuda de uma amiga que me mostrou a religião, me iniciei na wicca, mas depois eu me afastei, fiquei quase 1 ano afastada e senti que eu tinha que voltar para a wicca, pois é oque eu amo e acredito, tenho uma forte ligação com a deusa e o deus, e sempre me sinto bem quando volto á estudar, mas ai vem o porem, eu raramente pratico feitiços e rituais.
"mas porque?" é a pergunta correta. Bem, eu moro com meus pais, não tenho tanta liberdade de praticar magia além do espaço do meu quarto que mal dá para fazer um círculo, mas sempre que possível monto meu pequeno altar que não é fixo e é uma coisa totalmente improvisada (ainda kk) , eu faço alguns feitiços, ou quando tenho a oportunidade de estar sozinha consigo elaborar um ritual maior. No momento não me sinto "estudada" o suficiente para praticar magia diariamente, mas estou me dedicando cada vez mais e sempre que aprendemos algo novo queremos praticar, não é?
Eu não tenho muitos problemas de familia X wicca, minha mãe sabe que sou bruxa, as vezes comemoro os sabbats com um grupo wiccano que conheci através da minha sogra (as vezes alugo ela e ficamos horas conversando sobre bruxaria kk) e ela nunca me proibiu disso, até porque já estou grande para que ela faça isso.
E apesar de já ter me auto-iniciado (não recomendo á ninguém) ainda pretendo ser iniciada por alguma sacerdotisa ou sacerdote, pois o básico dos estudos eu faço sozinha, oque leva bastante do meu tempo dia e noite sempre que possível, mas ainda tenho vontade de ter alguém para me ensinar mais ainda sobre a arte da deusa.
Espero que tenham entendido o porque de poucos feitiços no blog, os que eu sei e que vejo ser seguro para iniciantes irei passar para vocês, mas por enquanto meditar com uma vela ou um incenso ao meu lado, celebrar os esbats e sabbats, usar as ervas em comidas e chás pra min já é uma magia e tanto !

Bonny.

Conhecendo as tradições wicca - Parte 4

E aqui fica a ultima parte das tradições wicca, essa parte mostra um pouco das tradições que mais pode ser "improvisada", eu por exemplo vivo sendo uma bruxa de cozinha (risos).


Bruxaria Tradicional:
 Todo Bruxo tradicional dará uma definição diferente para este termo. Um Bruxo tradicional é aquele que frequentemente prefere o título de Bruxo à Wiccaniano e define os dois como caminhos muito diferentes. Um Bruxo tradicional fundamenta seu trabalho mágico em métodos históricos da tradição, religiosidade e geografia de seu país.

Bruxo Solitário:
Uma pessoa que pratica a Arte só (mas pode se juntar às festividades de Sabbat em um Coven ou com outros Bruxos Solitários ocasionalmente). Um Bruxo Solitário pode seguir quaisquer das Tradições, ou nenhuma delas. A maioria de Bruxos ecléticos são Solitários. 

Tradição Strega:
 Começou ao redor na Itália em 1353. A história controversa sobre esta Tradição pode ser achada em muitos locais e em muitos livros. Arádia... Gospell of the Witches (Arádia...A Doutrina das Bruxas) é um deles. 

Bruxa de Cozinha: 
Uma Bruxa prática que é freqüentemente eclética, enfoca e centra sua magia e espiritualidade ao redor do "forno e do lar". 

Tradição das Fadas (ou Fairy Wicca): 
Há várias facções da Tradição das Fadas. Segundo os membros desta Tradição, seus ritos e conhecimentos tiveram origem entre os antigos povos da Europa da Idade do Bronze, que ao migrarem para as colinas e altas montanhas devido às guerras e invasões ficaram conhecidos como Sides, Pictos, Duendes ou Fadas. Uma Bruxa desta Tradição poderia ser ou trabalhar, mas não necessariamente: - Com energias da natureza e espíritos da natureza , também conhecidos como fadas, Duendes, etc.  Alguns dos nomes mais famosos desta Tradição são Victor e Cora Anderson, Tom Delong (Gwydion Penderwyn), Starhawk, etc. 

Ecletismo:
 Um Bruxo eclético é aquele que funde idéias de muitas Tradições ou fontes. Assim Como no caldeirão de uma Bruxa, são somadas elementos para completar a poção que é preparada, assim também são somadas várias informações de várias Tradições para criar um modo mágico de trabalhar. Esta "Tradição" que realmente não é uma Tradição é flexível, mas às vezes carente de fundamento. Geralmente, são criados rituais e Covens de estrutura livre.  

Bruxaria Cerimonial: 
Usa a Magia cerimonial para atingir uma conexão mais forte com as divindade e perceber seus propósitos mais altos e suas habilidades. Seus Rituais são freqüentemente derivações da Magia Cabalística e Magia Egípcia. Embora certamente, mas não de forma intencional, este caminho é infestado freqüentemente por egoístas e pessoas inseguras que usam a Magia Cerimonial para duas finalidades: adquirir tudo aquilo que querem e atingir níveis mais altos para poderem olhar de cima. Estes atributos não são uma regra em todos os Bruxos Cerimoniais, e há muitos Bruxos sinceros neste caminho. 

Wicca Saxônica ou Seax-Wicca: 
Fundada em 1973, pelo autor prolífico, Raymond Buckland que era, naquele momento, um Bruxo Gardneriano. Uma das primeiras tradições precursoras em Bruxos solitários e o auto-iniciados. Estes dois aspectos fizeram dela um caminho popular.

Conhecendo as tradições (Ibérica) - Parte 3

Hoje trouxe uma pesquisa sobre a tradição Ibérica, coloquei ela sozinha pela história ser muito interessante, e o título está diferente se perceberam, pois essa tradição na minha opinião não é inteiramente wicca, leiam a história e entendam:


Bruxaria Ibérica

Uma bruxaria onde participam pessoas que habitam a região que compreende a penísula ibérica, principalmente Portugal e Espanha. Seus ancestrais adoravam os seus Deuses, com cultos diferenciados entre tribos e regiões; eles amavam e respeitavam os lugares e espíritos da natureza, colhiam e caçavam com bravura e respeito. 

No passado a Península Ibérica foi palco de influências de vários povos entre eles: os Fenícios, Cartagineses, Suevos, Visigodos, Celtas (daí o rótulo de Celtibero, palavra que representa mistura de povos Celtas e Ibéricos). As divindades nunca se mesclaram facilmente com as dos povos invasores. A adoração e o Ritual dos Deuses tem a ver com a Arte Antiga, hoje chamada por uns de "Tradicionalista" e claro, muito anterior à Wicca que vemos do autor Gardner e outros decorrentes. Além disso, é sabido o quanto Gerald Gardner percorreu por várias vezes a Espanha na busca do culto dos Antigos... e nunca os encontrou realmente, pois os grupos de bruxos conhecidos por Aquellares e Coevas (covens) são fechados e o que se fala para o exterior é cauteloso de acordo com as Leis Wiccans! 
O espírito religioso dos romanos baseava-se na importação dos Deuses das varias regiões conquistadas. Podemos citar a Grécia como exemplo disso. Todos os Deuses Gregos foram importados dando origem a Deuses Romanos de poder, influência e semântica similares. Os romanos também querendo absorver "os poderes das tribos" conquistadas, apropriavam-se dos nomes dos Deuses locais e os aplicavam conforme as conveniências em sua cultura, sem contudo nestes Deuses romanos recém criados existir o verdadeiro sentido mágico-religioso. 
Assim aconteceu com a nossa Deusa Atégina que após a romanização, virou Próserpina, nome deveras conhecido na mitologia romana mas, muito antes de Roma ser criada, os povos locais já conheciam a lenda da Descida da Deusa Atégina aos mundos interiores. Podemos notar também pela história que, cinco séculos antes de Roma, já haviam chegado à europa a cultura dos Gregos e dos Fenícios e, depois, dos Cartagineses que não forçaram os habitantes ibéricos com suas religiões, entretanto foram bastante influentes na passagem de segredos e mistérios aos Sábios tribais dos Santuários primitivos já existentes na Península Ibérica. A Tradição dos ibéricos tem uma ancestralidade reconhecida num vasto Panteão autônomo, quase livre de influências exteriores, e nos variadíssimos vestígios históricos, que cada vez mais surgirão à luz dos homens. 
Não poderíamos ficar allheios também da importância trazida pelas culturas Fenícia, Cretense e Grega e cuja cultura resplandecente causou assombro e respeito aos povos nativos ibéricos do litoral português com os cultos de Baal Merkart e de Tanith de Cartago cultuada no seu local em Nazaré. O Panteão Ibérico é rico e tribal. Os Deuses que compõem este panteão existem nas antigas regiões da Bética, da Lusitânia e da Calaecia, e entre várias Divindades, cultua-se: Endovélico - o Curador, Atégina - A Deusa Mãe, Trebaruna - A Guerreira e Protetora, Bônconcios - O Guerreiro, Tongoenabiagus - O Fertilizador, Tanira - A deusa das Artes, Nabica - A Ninfa das Florestas, Aernus - O senhor dos ventos do norte, Brigantés - a Deusa guerreira . (Esta divindade é resultante da influência dos povos do norte da Europa nas terras da Ibéria - A qual não têm nada a ver com Briga ou Brigit dos druidas e muito menos a ver com os seus cultos). Os feiticeiros Ibéricos não seguem os atuais calendários usados na Wicca, mas sim os calendários vivos que a própria Tradição os ditou através dos tempos. Nesta Tradição há 3 Celebrações anuais básicas: O nascimento, O Apogeu e o Rito aos Idos aonde visitamos o Rio do Esquecimento, para cultuar seus antepassados. Na Tradição Ibérica o culto é dirigido a uma só Deusa ou a um Deus e cada Divindade é adorada individualmente, salvo algumas exceções, não se aplicando a ritualística de Deusa e seu Consorte, tão difundida pela Wicca e não existe o conceito de deuses infernais, nem duos ou trindades de Deuses.

Conhecendo as tradições wicca - Parte 2

Wicca céltica:
 Uma Tradição muito telúrica, com enfoques na natureza, os elementos e elementais, algumas vezes fadas, plantas, etc. Muitas " Bruxas Verdes" (Green Witches) e Adeptos do Druidismo seguem este caminho, centrado no panteão Céltico antigo e em seus Deuses e Deusas. 

Tradicional Britânica:
 Uma Tradição com uma forte estrutura hierárquica e graus. Os Rituais estão centrados na Tradição Céltica e Gardneriana. 

Tradição Picta: 
É uma das manifestações da Bruxaria tipicamente escocesa. Na maioria das vezes é uma forma solitária da Arte. Seu enfoque prático é basicamente mágico e possui poucos elementos religiosos e filosóficos. 

Tradição Hecatina: 
Uma Tradição de Bruxos que buscam inspiração em Hécate e tentam reconstruir e modernizar os rituais antigos da adoração à esta Deusa. É algumas vezes chamadas de Tradição Caledoniana ou Caledonii. 

Tradição Teutônica ou Nórdica: 
Teutônicos são um grupo de pessoas que falam o norueguês, fosso, islandês, sueco, o inglês e outros dialetos europeus que são considerados "idiomas Germânicos". Um Bruxo teutônico acha freqüentemente inspiração nos mitos tradicionais e lendas, Deuses e Deusas das áreas onde estes dialetos se originaram. 


Tradição Familiar ou Hereditária: 
Um Bruxo que normalmente foi treinado por um ente familiar e/ou pode localizar sua história familiar em outro Bruxo ou Bruxos. Os Bruxos Hereditários, ou Genéticos como gosto de chamar, são pessoas que têm, ou supõem ter, uma ascendência Pagã (mãe, tia, avó são os alvos mais visados). A maioria dos Hereditários não aceitam a infiltração de outras pessoas fora de sua dinastia, porém algumas Tradições Familiares "adotam" alguns membros, escolhidos "à dedo" em seu segmento. 

Tradição Asatrú: 
Teve suas origens no Norte da Europa e é uma das facções das Tradições Teutônica e Nórdica. Esta Tradição é praticada hoje por aqueles que sentem uma ligação com os nórdicos e teutônicos e que desejam estudar a filosofia e religiosidade da antiga Escandinávia, através dos Eddas e Runas. Encoraja um senso de responsabilidade e crescimento espiritual, freqüentemente embasados nos conceitos atribuídos aos nobres guerreiros de tempos ancestrais. Tradição Algard: Uma americana iniciada nas Tradições Gardneriana e Alexandrina, chamada Mary Nesnick, fundou essa "nova" tradição que reúne ensinamentos de ambas tradições sob uma única insígnia.

Tradição Galesa de Gwyddonaid: 
Uma Tradição Galesa Céltica da Wicca, que adora panteão galês de Deuses e Deusas. Gwyddonaid, foi quem grosseiramente traduziu a ignóbil obra galesa "Árvore da Bruxa (Tree Witch)" e propagou esta forma de trabalhar magicamente.

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Conhecendo as tradições wicca - Parte 1



Na wicca não existe uma única tradição que diga ser a correta, pois a bruxaria tem passado por séculos de mudança e expandindo o conhecimento da magia, são como divisões internas em torno da história passada por vários lugares e tempo diferente.
Há aqueles que prefiram seguir uma única tradição, e outros que prefiram ser ecléticos, eu me identifico com a Britânica, porem não deixo de seguir poucos detalhes de outras, posso dizer que sou eclética apesar de ter uma preferencia.
Aqui vou postar um pouco de cada tradição retirado de pesquisas que fiz, em várias etapas, para que possam entender melhor.
illusionary | via Tumblr

Tradição Gardneriana:
Fundada por Gerald Gardner nos anos de 1950 na Inglaterra. Esta tradição contribuiu muito para Arte ser o que é hoje. A estrutura de muitos rituais e trabalhos mágicos em numerosas tradições é originária do trabalho de Gardner. Algumas das reivindicações históricas feitos pelo próprio Gardner e por algumas Bruxas Gardnerianas têm que ainda serem verificadas (e em alguns casos são fortemente contestadas), porém, esta Tradição apoiou muitas Bruxas modernas. Gerald B. Gardner é considerado "o avô" de toda a Neo-Wicca. Foi iniciado em um Coven de NewForest, na Inglaterra em 1939. Em 1951 a última das leis inglesas contra a Bruxaria foi banida (primeiramente devido à pressão de Espiritualistas) e Gardner publicou o famoso livro "Witchcraft Today", trazendo uma versão dos rituais e as tradições do Coven pelo qual foi iniciado. 
Gardnerianismo é uma tradição extremamente hierárquica. A Sacerdotisa e o Sacerdote governam Coven, e os princípios do amor e da confiança presidem. Os praticantes desta Tradição trabalham "Vestidos de Céu" (nus), além de manterem o esquema de Seita Secreta. Nos EUA e Inglaterra os Gardnerianos são chamados de "Snobs of the Craft" (Snobes da Arte), pois muitos deles acreditam que são os únicos descendentes diretos do Paganismo purista. Cada Coven Gardneriano é autônomo e é dirigido por uma Sacerdotisa, com a ajuda do Sacerdote, Senhores dos Quadrantes, Mensageiro, etc. Isto mantém o linhagem e cria um número de líderes e de professores experientes para o treinamento dos iniciados. A Bíblia Completa das Bruxas (The Witches Bible Complete) escrita por Janet e Stuart Farrar, como também muitos livros escritos por Doreen Valiente têm base nesta Tradição e na Tradição Alexandrina em muitos aspectos. 


Tradição Alexandrina: 
Uma Tradição popular que começou ao redor da Inglaterra em 1960 e foi fundada por Alex Sanders. A Tradição Alexandrina é muito semelhante à Gardneriana com algumas mudanças menores e emendas. Esta Tradição trabalha à maneira de Alex e Maxine Sanders, que diziam terem sido iniciados por sua avó em 1933. A maioria dos rituais são muito formais e embasados na Magia cerimonial. É também uma tradição polarizada, onde a Sacerdotisa representa o princípio feminino e o Sacerdote o princípio masculino. Os rituais sazonais, na maior parte são baseados na divisão do ano entre o Rei do Azevinho e o Rei do Carvalho e diversos dramas rituais tratam do tema do Deus da Morte/Ressurreição. Como na Tradição Gardneriana a Sacerdotisa é elevada autoridade máxima. Entretanto, os precursores para ambas as Tradições foram homens. Embora similar a Gardneriana, a Tradição Alexandrina tende a ser mais eclética e liberal. Algumas das regras estritas Gardnerianas, tais como a exigência do nudismo ritual, são opcionais. Alex Sanders intitulou-se a certa altura "Rei das Bruxas", considerando que o grande número de pessoas que tinha iniciado na sua tradição lhe dava esse direito. Nem os seus próprios discípulos o levaram muito a sério, e para a comunidade Pagã no geral esse título foi apenas motivo de troça, quando não de repúdio. Janet e Stewart Farrar são os mais famosos Bruxos que divulgaram largamente a Tradição Alexandrina em suas publicações. 


Tradição Georgina: 
Esta Tradição foi criada por George Patterson, que se auto intitulou como sendo um "Sumo Sacerdote Georgino". Quando começou o seu próprio Coven, chamou-o de Georgino, já que seu prenome era George. Se há uma palavra que melhor pode descrever a Tradição de George , seria "eclética". A Tradição Georgina é um composto de rituais Celtas, Alexandrinos, Gardnerianos e tradicionais. Mesmo que a maior parte do material fornecido aos estudantes sejam Alexandrinos, nunca houve um imperativo para seguir cegamente seu conteúdo. Os boletins de noticias publicados pelo fundador da Tradição estavam sempre cheio de contribuições dos povos de muitas outras Tradições. Parece que a intenção do Sr. Patterson era fornecer uma visão abrangente aos seus discípulos. 

sábado, 7 de dezembro de 2013

Ritual para ano novo



Happy new year!
Hoje vou sair um pouco do padrão de estudos e passar para vocês um lindo ritual com os elementos para o ano novo.
Queria muito poder faze-lo mas não irei passar o ano novo em casa, ou em algum lugar que possa ser feito.
Obs: pode fazer o ritual do elemento que preferir, não é necessário que faça todos.


TERRA 
Primeiro deves recolher de um parque ou jardim uma quantidade suficiente de terra para encher um vaso de barro, de meio quilo aproximadamente.Esse ritual deve ser realizado ao amanhecer ou na primeira hora do último dia do ano ou do primeiro do seguinte.Os ingredientes necessários são: Terra, sementes de uma planta que gostes, um vaso de barro, uma vela verde, uma vela marrom e uma música suave que te faça lembrar da primavera. Pode ser a Primavera de Vivaldi ou qualquer outra que te faça evocá-la.
No dia eleito para realizar o ritual, escreva em um papel branco uma lista de coisas que desejas conseguir no próximo ano. Agora sente em frente ao vaso de barro e as velas, tentando relaxar o máximo possível. Acenda primeiro a vela marrom, pensando nas coisas que queres que morram (nunca pense em causar dano à ninguém!) e depois a verde, pensando nas coisas que desejas que nasça ou cresçam. Coloque o papel com seus pedidos no fundo do vaso de barro e cobra-o com terra. Tudo que tens que fazer agora é pensar nas coisas novas que estão para chegar à tua vida e nas que não tens mais interesse, que queres que se vão. Quando terminares de colocar a terra, pegue as sementes e enterre-as, pensando no que estás semeando e o que brotará nos meses que estão para chegar. Quando terminares esse procedimento, dê graças aos elementos por estarem ao teu lado e peça força para o ano que se inicia. Deixe as velas arderem até se consumirem. Os restos desse ritual. enterre na terra do vaso de barro.


                                                                                 AR
Se moras em uma fazenda onde o vento é forte, este é o ritual que deves realizar. Este ritual deve ser realizado ao meio-dia do último dia do ano, ou ao meio-dia do primeiro dia do ano. Escolha um lugar solitário onde possas ficar tranquilo para realizá-lo. Para esse dia, vista uma túnica larga e solta que te dê a sensação de poder voar durante o ritual.Escreva em um papel tudo que desejas que o vento "arraste" ou leve embora nesse fim de ano, e outro com que queres que o vento te "traga" para o próximo ano.
Quando chegares ao local escolhido, de pé, inspire e expire profundamente, sentindo o vento percorrer teu corpo e deixando que passe através de ti. Depois trace um círculo imaginário ao teu redor e senta no meio do mesmo. Olhe para os quatro pontos cardeais e dê graças aos elementos, pedindo que permaneçam ao teu lado. Agora pegue na mão o papel das coisas que deseja que o vento leve e corte-os em pedacinhos, deixando-os que voem ao sabor do vento. Faço o mesmo com os pedidos das coisas novas, semeando teus desejos aos ventos. Quando terminar, dê graças ao ventos e aos elementos que permaneceram ao teu lado. Depois mentalmente desfaça o círculo imaginário que criou e volte para casa.

FOGO
Se te identificas com este elemento, ou seja o elemento regente de teu signo, este é o teu ritual. Escolha um local em sua casa ou no exterior onde não haja perigo de incêndio. Deves realizá-lo no meio da tarde, quando o sol estiver bem forte. Prepare um recipiente de metal ou de barro onde possas colocar azeite. Os materiais necessários serão: azeite de oliva, uma vela amarela e outra vermelha, e um recipiente de metal (pode ser um caldeirão ou panela) um pavio ou mecha de pano. Colo que as velas uma de cada lado.
Auras & Illusions | via TumblrOlhe para o sol e dê graças ao elemento fogo que contêm por estar ao teu lado. Acenda primeiro a vela vermelha, pensando nas coisas que desejas que o fogo "devore" com o ano velho, e depois acenda a vela amarela pensando nas coisas que queres que dê vida o fogo do ano novo. Em seguida escreva num papel o que queres que se vá, e em outro, o que desejas que chegue com o novo ano que se inicia. Dobre o primeiro papel e queima-o no fogo central, na mecha ou pavio, que acenderás nesse momento com a vela vermelha. Enquanto queima, pense no que queres limpar de tua vida. Quando já tiver queimado, apague a mecha que arde no azeite. Procure não soprá-la, mas apagá-la com os dedos úmidos. Agora acenda-a de novo com a vela amarela. Queime com ela o papel onde escrevestes o que deseja que nasça no ano novo ou que queiras que o fogo fortaleça. Quando tiver terminado, deixe que as velas se consumam e dê graças ao elemento por estar ao seu lado. Deixe que o azeite se consuma até o final. Todos os restos deste ritual, incluindo o azeite deve ser enterrado.

ÁGUA
Esse ritual deve ser realizado por todo aquele que possua um rio, um lago ou mar por perto. É feito como o anterior, no dia do Ano Velho ou no Ano Novo, porém a hora não é ao amanhecer, mas sim ao pôr-do-sol. Recolha água do local que você escolheu e leve até tua casa para fazer o ritual. Se puderes recolha, próximo à água, pedras escuras e outras claras (de preferência brancas). Vais necessitar também de uma tigela ou recipiente de cristal ou vidro transparente, uma vela azul, uma vela branca, música suave com sons do mar, da água ou das ondas.

No dia que vais realizar o ritual, antes que o sol se ponha, escolha um lugar tranquilo para realizá-lo e sente-se. Acenda primeiro a vela azul, pensando em tudo que não desejas mais ter em tua vida e que queres que vá 
embora. Depois acenda a vela branca pensando em tudo de novo que desejas que chegue para ti. Depois coloque a água no recipiente de cristal, até a metade aproximadamente e escreva em um papel tudo que desejas que a água "dissolva", colocando em seguida o papel dentro da água. Por cima coloque as pedras escuras. Em seguida, escreva em outro papel tudo que queres que seja "alimentado" pela água no próximo ano, ou que queiras que nasça ou cresça. Coloque o papel na água e cubra com as pedras branca. Para finalizar dê graças aos elementos por estarem ao teu lado e deixe que as velas se consumam. Tudo que sobrar deste ritual deve ser colocado no local de onde vieram, ou seja na água (rio, lago ou mar).


A Antiga Fé


Bruxaria é uma forma uma religiosidade surgida antes do domínio cristão na Europa. Era chamada de a "Antiga Fé", praticada pelo pagãos (o significado original dessa palavra é aqueles que viviam no campo) com o objetivo de fazer prosperar as colheitas. Portanto tinham celebrações sazonais , baseadas nas estações e ciclos naturais, veneravam uma Deusa, associada à fertilidade, aos mistérios, ao milagre da criação e um Deus selvagem, patrono da caça, senhor das florestas e animais. Assim sendo, durante a Primavera e o Verão reinava a Deusa, a agricultura era a base do sustento do povo nesse período. No Outono e na Primavera a Deusa declinava e o Deus era o centro dos festejos, para que obtivessem sucesso nas caças. (Essas celebrações deram origem à Roda do Ano, que faz parte da Bruxaria moderna.) Nesse contexto, a magia era naturalmente empregada para trazer chuvas ou fazer o sol brilhar, dependendo da necessidade. Também era direcionada para a cura de enfermidades e ferimentos, muitas vezes com o auxílio de ervas.
Os povos da Antiga Fé tinham Sacerdotes e Sacerdotisas (estas tinham uma posição muito mais importante) para canalizarem o poder dos deuses, e a estrutura religiosa era como uma irmandade, havia ritos de iniciação e segredos. Como a Natureza era o centro de sua crença, observavam que tudo ocorria em ciclos, e como tal, o ser humano também seguiria este ritmo contínuo. Isto caracterizou a crença em reencarnação, necessária para o aperfeiçoamento espiritual, até quando pudessem se reunir aos deuses.
Além do casal divino, cada aspecto da natureza também era reverenciado, como o Trovão, a Lua, o Sol, etc. Ou seja, a Bruxaria era uma religião politeísta, e ainda é, mas hoje compreendemos que os diferentes deuses e deusas nada mais são do que aspectos (arquétipos) do Deus e da Deusa Primordiais, e estes também são emanações de polaridades distintas do Princípio Criador.
Quando o Cristianismo (Igreja Católica) dominou a Europa (na Idade Média), a Bruxaria foi quase extinta, já que era considerada uma prática herética e todos os seus adeptos eram perseguidos, torturados e mortos sumariamente, em torno de 50 mil pessoas foram assassinadas (75% eram mulheres),muitas nem eram pagãs, mas por falta de investigação, até cristãos considerados suspeitos foram mortos. No entanto, camponeses do interior continuaram secretamente a seguir os antigos deuses de fertilidade e amor, estes que eram taxados de demônios pervertidos pelos padres da época. Nunca houve um Diabo na Bruxaria, esse mito surgiu pela interpretação errada e preconceituosa do Deus Cornífero, que era representado com chifres e patas de bode.
Na Idade Moderna a Bruxaria estava quase extinta, e embora a perseguição estivesse oficialmente terminada, os remanescentes da Antiga Fé guardavam segredo absoluto de suas crenças e práticas, iam à Igreja e faziam papel de bons cristãos.
Só no meio do século XX, através de Gerald Gardner, a Bruxaria floresceu na forma da Wicca, que incorporava deuses de panteões variados, mas mantendo os cultos de fertilidade e a relação íntima com a Natureza.
Já no século XXI, a Bruxaria é bem aceita pela sociedade moderna (é claro que existe preconceito, mas a lei garante a liberdade religiosa), existem várias vertentes e Tradições e milhares de bruxos por todo o mundo, que comumente usam símbolos para se reconheceram, entre eles o pentagrama é o mais conhecido. A Magia tem um papel mais importante e bem mais amplo.



Atualmente, além da Bruxaria Tradicional e a Wicca, remanescem as religiões pagãs do Druidismo e Xamanismo.

Recado de uma Bruxa

Fuçando pela internet, achei essa carta que me identifiquei muito, já tinha lido ela umas três vezes e achei que poderia compartilhar com vocês, pois reflete a bruxa contemporânea,  não sei o autor, pois não á nomes, nem créditos, espero que gostem.


"Eu sou uma bruxa. Não trabalho para o demônio, não estou interessada no Satã. Satã foi inventado pelos cristãos. Satanismo é uma forma de cristianismo. Eu não sou um cristão.
Eu não vou a igreja aos domingos. Eu não temo ir para o inferno porque eu acredito no inferno tanto quanto acredito no Satã.
Eu acredito em reencarnação; que voltarei para este mundo ou outro, e viverei outra vida.
Eu não sou má. Dizer as pessoas que eu sou uma “boa bruxa” ou perguntar me se sou uma boa bruxa implica que há más bruxas. Há pessoas más no mundo , e há pessoas que escolhem usar com as forças da natureza no propósito para fazer mal aos outros; essas pessoas não são bruxas. A lei principal da bruxa é “Faça o que quiseres sem a ninguém prejudicar”.
Por favor não me pergunte sobre sacrifício de gatos ou profanação igrejas. Eu amo meus gatos. E eu não vou a igrejas e sinagogas a menos que um amigo de outra religião me convide para uma ocasião especial. E se tenho que entrar numa igreja, eu não vou sofrer um “ataque divino”. E se um cristão, ou um Judeu, ou um budista vem a um ritual pagão, nossos deuses não atacarão até morrer. Não é isso algo a se pensar?
Vestir um pentáculo não é diferente que vestir uma cruz, crucifixo ou uma estrela de Davi. Se você quer que eu retire o símbolo da minha religião (e Wicca é uma religião, protegida pela mesma Primeira Emenda dos Direitos como outras religiões.) por que é ofensivo, você precisa fazer com que cada um de cada religião o faça também. Os cinco pontos da estrela simbolizam os cinco elementos: Terra, Ar, Fogo e Água, e o quinto ponto é o Espírito. Circundado pelo Mundo. Como que pode ofender, não dá para imaginar. Uma imagem de um torturado, um homem agonizando é mais ofensiva, e mesmo assim, milhares de pessoas usam crucifixos todo dia.
Também, não me pergunte se eu estou num coven com aquele jeito horripilante, meio aquele tom de voz “fascinada”. Se eu quero falar sobre meu coven, eu irei, educadamente. Se sou um praticante solitário, eu não tenho coven para discutir.
Em qualquer caso, em nossos rituais temos velas, comida, bebida, poesias, dança…sim, há uma faca, mas ela só corta o ar, e não carne de alguém.
Eu não bebo sangue. Não sou a mesma coisa que vampiro. Eu visto preto porque isso mantém a negatividade fora e porque fica melhor em mim que laranja e bolinhas roxo/púrpura.
Se você quer me perguntar algo relacionado a minha religião, pergunte-me quando a próxima lua cheia vai chegar. Ou melhor, quando a próxima lua azul vai chegar. Ou pergunte o que a lua azul. E Pergunte-me sobre ervas. Cristais. Curas. As vezes me pedem para fazer uma poção do amor. Mas eu não lanço feitiços em outras pessoas e não lançarei um feitiço em você para ficar linda, magra, mais atraente . E eu não vou lançar um feitiço no seu “desejado” para fazer ele te amar . Acredite-me, você não quer isso. Isso é forma de manipulação , mandar em alguém , infringe na sua liberdade. Não é bom para ninguém.
E também não vou lançar um feitiço para alguém parar de fazer algo contigo. Magia funciona como uma co-criação. Uma bruxa funciona com energia universal, com os deuses, “inclinando” a máquina de probabilidade para algo.
Precisa de dinheiro? Não tente enfeitiçar seu chefe a dar um aumento. Simplesmente peça ao Universo que aumente os “fluidos” de abundância e prosperidade em sua direção . Isso não afeta ninguém.
Última coisa; dar-me um livro sobre a inquisição é como dar um livro sobre o Holocausto a um judeu. Não é engraçado, é rude.
Por favor não tente me deixar envergonhada com o que faço ou o que sou. Por favor não tente me converter ou me “salvar”. Não atire água benta em mim.
Não me deixe “santinhos” sobre minha mesa ou pára-brisa. Eu não necessito ser salva.
Nós somos orgulhosas pelo fato de não precisarmos recrutar pessoas para serem bruxas. Nós simplesmente somos, e todos a nossa volta nos verão como pensamos, como agimos, na nossa paz interior, e só quando uma pessoa diz “como faço para me tornar um bruxa?” nós fazemos ela adentrar conosco.
Eu nunca irei deixar uma propaganda da religião com alguém. Eu não tenho uma propaganda, a não ser que considere esta carta como uma. E eu não estou interessada em convertê-lo. Eu só peço a você que me compreenda. E se não quiser me compreender, apenas me deixe sozinha.
Abençoados sejam,
Uma bruxa"

Litha - Solstício de verão

Os ritos Litha dos antigos eram barulhentas festas comuns com danças, canções de verão, contação de histórias, pompa e uma fogueira no meio da aldeia e tochas acesas durante procissões pelas aldeias depois de escurecer. As pessoas acreditavam que o Litha através do elemento fogo preponderante possuía grande poder, e que a prosperidade e proteção para si mesmo e do clã contra incendios e outros males podia ser conquistada apenas por saltar sobre a fogueira do Litha. Também era comum casais juntarem as mãos e saltarem sobre as brasas do fogo três vezes para assegurar um casamento longo e feliz, prosperidade financeira e muitas crianças. Mesmo as brasas da fogueira carbonizados possuíam poderes protetores - eles eram amuletos contra lesões e tempo ruim na época da colheita, e brasas eram comumente colocados em volta dos campos de trigo e pomares para proteger as colheitas e garantir uma colheita abundante. Outros costumes do litha incluíam carregar uma brasa da fogueira de Litha pra casa e colocá-lo em espécie de ninho feito com bétula, funcho, erva de S. João, erva-pinheira, e lírios brancos para a benção e proteção do lar.
                               


domingo, 24 de novembro de 2013

Documentário: As verdadeiras bruxas

                 
                   
Fazia tempo que eu estava guardando este documentário nos meus favoritos para poder assistir, como hoje estava uma chuva muito gostosa, resolvi passar a noite assistindo ele, entre outros.
Achei que o começo não contou bem oque eu esperava que seria, da onde veio a tradição, um pouco de como as bruxas praticavam a magia natural e etc...mas serviu para mostrar um pouco da realidade que as bruxas ou nem tanto assim (muitas foram executadas sem ao menos praticar algum tipo de magia) passaram.
A partir da metade, o documentário mostrava um pouco da realidade atual, um pouco sobre a tradição wiccana (amei essa parte, pois revelou muita coisa positiva sobre as bruxas), oque os bruxos e bruxas passam no dia a dia em uma atualidade onde o catolicismo/cristianismo ainda prevalece, junto com o preconceito.Não são todos os cristãos que tem esse mau olhar, há de haver alguns que ainda saibam respeitar a bruxaria, bom exemplo disso é minha mãe que é cristã e frequenta a igreja e mesmo assim respeita a wicca e os caminhos que decidi seguir.
Espero que desfrutem desse documentário e absorvam todas as informações e experiencias de outros bruxos que assim como nos estamos á procura da estabilidade espiritual, saúde e fé na grande mãe.
Blessed be !
 Bonny.

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Beltane




 Beltane, Beltain ou Bealtaine é um festival Celta, reconhecido nas comemorações da Festa da Primavera, mas que originalmente marcava o verão.  O Beltane é o mais alegre dos Festivais Celtas, onde os participantes dançam, e se alegram nas voltas da fogueira. No dia de Beltane o sol está astrologicamente no signo de Tauros, o Touro, que marca a "morte" do Inverno, o "nascimento" da Primavera e o começo da estação do plantio.  Hora de festejar o auge da fertilidade, a harmonia, a sexualidade em sua forma mais pura e bela.
Acredito que alguns de vocês já tenham ouvido falar nisso e nunca entenderam direito o que era. Nas antigas religiões pagãs durante as fogueiras de Beltane a fertilidade do Deus e da Deusa era encenada por seus sacerdotes, que tomados como o grande Deus e a Grande Deusa representavam sua união sexual fertilizando toda a terra. Claro que essa união era sagrada e muito poderosa, cheia de energia e renovação, pois quem estava ali não era nem o homem e nem a mulher, mas sim a deusa e o deus, a mãe terra e o galhudo. Claro que depois que muitas pessoas começaram a associar esse rito tão puro e significativo com visões deturpadas de orgias e outros pensamentos impuros ele foi parando de ser praticado (em algumas tradições ele ainda permanecesse, porém muito discretamente). Hoje em dia o Grande Rito é representado através do cálice do athame, onde na maioria das tradições a sacerdotisa consagra o cálice colocando nele o vinho e o abençoado como o ventre da grande deusa, em seguida o sacersote introduz o athame representando o falo do grandedeus que irá fertilizar o útero da deusa, em seguida todos bebem honrando a fertilidade. 

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Ostara (Equinócio de primavera)

 
O equinócio de primavera celebrado religiosamente pelos pagãos com o nome de Ostara, Equinócio Vernal, Festival das árvores, Alban Eilir e Rito de Eostre, é o rito de fertilidade que celebra o inicio da primavera, o despertar da mãe terra. Os dias e as noites passam a ser iguais – tempo de equilíbrio, a deusa fértil e jovem se apaixona pelo deus jovem e viril inundando a terra e as nossas vidas de fertilidade. 
Na "Roda do Ano" Ostara é o oposto de Mabon, marcando o despertar da Natureza, as Sementes a serem plantadas e sua futura germinação, é a plena renovação da vida, nossas esperanças e promessas que guardamos do Yule se realizam.
 É o Sabbat das realizações, renovações, regeneração e realização dos  sonhos. Ostara recebe esse nome de uma Deusa Saxã da Primavera Oster, mas é um sabbat dedicado a todas as divindades da fertilidade e da juventude. Em algumas tradições esse sabbat marca a volta de Perséfone do mundo subterrâneo e a Alegria de sua Mãe Deméter ao recebê-la, a Terra florescendo de Alegria por sua volta.

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Imbolc


Imbolc, também conhecido como Imbolg, Oímealg, Oimelc ou Candlemas é realizado entre o solstício de inverno e o equinócio de primavera que no Brasil se dá em 1º de agosto. Esse festival de origem celta é um festival agrícola do fogo, porém sua ênfase está mais sobre a luz do que sob o calor, pois uma pequena centelha de luz começa lentamente a romper a escuridão do inverno nos levando lentamente a alegria primaveril.
  O significado desse festival pode ser tirado de seu próprio nome, literalmente. Oímealg ou Oimelc significa o período de lactação das cabras, ovelhas e vacas, o que para o povo antigo era um sinal abençoado de que o inverno estava findando e a primavera se aproximava. Já Imbolg ou Imbolc significa no ventre, o que faz uma correlação com a gestação da terra, uma avivamento do ano, os primeiros estímulos da primavera no útero da mãe terra. Portanto esse festival tem como objetivo comemorar o fim do inverno e o despertar da vida na primavera.
  Imbolc também é um festival dedicado a uma deusa, Brigid (Brigida, Brigit ou ainda Brighid) a deusa do fogo, da cura, da poesia, da fertilidade, das artes e das fontes sagradas que é homenageada como “a noiva do sol”. As lendas celtas descrevem-na como a Deusa em sua apresentação de Donzela tocando, com seu Bastão Mágico, a terra congelada pelo Cajado da Anciã, despertando-a para a vida e aumentando a luz do dia.

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Yule (solstício de inverno)

 Yule, que segundo historiadores provém do escandinavo Iul e significa roda, marca a morte e o renascimento do Deus Sol; marca também o fim do ano minguante e o começo do ano crescente (alegoricamente a derrota do Rei Azevinho, deus do ano minguante, pelo Rei Carvalho, Deus do ano crescente.)  A deusa era morte-em-vida no solstício de verão, agora ela exibe seu aspecto vida-em-morte, pois embora nesta estação ela seja a “senhora da brancura”, a rainha da escuridão fria, ainda assim este é o momento de dar à luz a criança da promessa, o filho-amante que irá fertiliza-la e trazer luz e calor de volta ao seu reino.
É celebrado a milhares de anos por diversas culturas (também é impossível não ver suas ligações com o natal cristão, porém convém esclarecer que o natal é apenas uma versão cristã desse festival solar pagão que já era comemorado milhares de anos antes de cristo, e como nas escrituras bíblicas não consta a data de nascimento de cristo a igreja resolveu em 273 fixar seu aniversário alinhado com o solstício de inverno, pois assim o assemelharia aos demais deuses solares como Mitra, sendo que demais símbolos do natal como Papai Noel, árvore de natal, azevinho e etc são também retirados de cultos pagãos do Yule).
Em Yule é tempo de regeneração,  renascimento, é o tempo ideal para reencontrarmos nossas esperanças e rejuvenescer nossos corações, tornarmo-nos puros como crianças, como a criança que acaba de nascer trazendo luz ao mundo.

domingo, 6 de outubro de 2013

A Roda do Ano


Representada pelos Oito Sabás, tem por objetivo, sincronizar a nossa energia com as Estações do Ano, ou seja, com os ciclos do Planeta Terra e o Universo. Ela descreve o Caminho do Sol durante o ano, representando as várias faces do Deus: - Seu nascimento, crescimento, união com a Deusa, e finalmente seu declínio e morte. Da mesma forma que o Sol nasce e se põe todos os dias, e da mesma forma que a Primavera faz a Terra renascer após o Inverno, o Deus nos ensina que a Morte é apenas um ponto no Ciclo Infinito de nossa evolução, para podermos renascer do Útero da Mãe.
Na Bruxaria o ano se inicia no Solstício de Inverno, é conhecida como Halloween ou Dia das Bruxas, mas seu nome tradicional é Samhain, que significa "Sem Sol", referindo-se ao tempo de Inverno.
Candlemas, Beltane, Lammas e Semhain são grandes Sabás
Solstícios e Equinócios são pequenos Sabás